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Ideias para Portugal - aldeias biotópicas


Em Portugal precisamos de construir rapidamente pelo menos 200.000 habitações nos próximos anos de modo a dinamizar uma nova qualidade de vida e conter a subida especuladora de preços da habitação, que desesperam e empobrecem a população.


Se analisarmos este número, notaremos que se trata tão somente de uma media de 21 casas/ ano por freguesia (3.091 incluindo regiões autónomas).


A disponibilização de terrenos públicos e as verbas do PRR abrem uma única e extraordinária possibilidade de criarmos aldeias biotópicas onde se dinamize a construção ecológica.


O que são, pois, as aldeias biotópicas?


As aldeias biotópicas são áreas de convivência humana que buscam imitar ecossistemas naturais, com o objetivo de promover a biodiversidade local, a sustentabilidade e a conscientização ambiental.


Promovem a biodiversidade local e a sustentabilidade, através de estratégias de conservação e participação ativa dos moradores. Aplicam-se aqui conhecimentos de conservação da água, do solo e da energia, como a utilização de fontes renováveis e a prática da agricultura orgânica, e também a construção ecológica e sustentável através de técnicas bem conhecidas e utilização de materiais naturais, como a palha, cânhamo, cortiça, madeira, terra, pedra e cal.


Para criar uma aldeia biotópica, é importante fazer uma análise do terreno e dos recursos disponíveis, para determinar quais espécies de plantas e animais são adequadas para a região. Escolhido o terreno adequado, seguem-se as fases de:


1. planeamento da infraestructura,

2. técnicas de construção sustentável,

3. agricultura orgânica (permacultura) e

4. educação sobre sustentabilidade e conservação do ambiente natural.


Também é importante aplicarem estratégias de conservação da água, do solo e da energia, utilização de fontes renováveis e a prática da agricultura orgânica.


Convém que tanto o presidente da República como o primeiro-ministro cumpram a Constituição que juraram cumprir e defender.


E o artigo 65 é claro:


" Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução."


Fomentar significa estimular, favorecer.


Penso que será a geração mais jovem a dinamizar este processo, por diversas razões que creio todos perceberam.


Mas aos mais velhos, cabe-nos a tarefa de mostrar caminhos e explicar técnicas de implementação.


Nas imagens, os lotes dos Jardins Naerum, criados em 1948 pelo arquitecto paisagista dinamarquês Søren Carl Theodor Marius Sørensen percursor do conceito da arquitectura biotópica.


Num próximo post falarei sobre projecto de aldeia biotópica liderado pelo arquiteto alemão Gernot Minke com a participação de um grupo de estudantes e profissionais de diversas áreas, incluindo arquitetura, engenharia, biologia e ecologia.



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